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Serviço

“Aprenda a lição de que, se tiver de fazer o trabalho de um profeta, você não precisa de um cetro, mas de uma enxada.” - Bernardo de Claraval

Assim como a cruz é o símbolo da submissão, a toalha é o símbolo do serviço.

E suscitou-se entre eles uma discussão sobre qual deles seria o maior. Lucas 9:46

Sempre que houver preocupação a respeito de quem é o maior, haverá preocupação a respeito de quem é o menor.

Reunidos para a comemoração da Páscoa, os discípulos estavam cientes de que alguém precisaria lavar os pés dos outros. O problema é que a pessoa que lava os pés é menor. Por isso, eles se sentaram, com os pés cobertos de poeira. Era um assunto tão constrangedor que nem mesmo foi mencionado. Ninguém queria ser considerado o menor. Então Jesus pegou uma toalha e uma bacia e redefiniu o que é grandeza. João 13:14-15

O serviço ajuda a disciplinar nossos desejos desordenados da carne e nada como servir longe dos holofotes para transformar os desejos de nossa carne. Porém nossa carne clama para que o serviço aconteça para ser apreciado e que chame a atenção de maneira significativa.

Com isso, cada vez que crucificamos a carne, crucificamos também o orgulho e arrogância.

Temos que saber diferenciar o que é realizar um serviço, e o que é ser servo.

Quando realizamos um serviço esperamos pagamento, quando somos servos fazemos pelo amor que está em nós, não esperamos com isso pagamento ou reconhecimento.

Quando escolhemos ser servos, renunciamos o direito de estar no comando e nos tornamos disponíveis e vulneráveis.

“Serviço” é um modo de viver que nasce dentro do nosso coração e tem completa relação com o outro.

“O serviço feito com excelência abençoa as pessoas e honram os céus”

Portanto, o serviço, para ser serviço, precisa assumir formas e contornos no mundo em que vivemos. Vejamos alguns aspectos que devem ser considerados:

1) Serviço de afastar-se dos holofotes - Se todos os serviços prestados são realizados diante das pessoas, podemos nos tornar pessoas superficiais.

2) Serviço das pequenas coisas. Assim como Dorcas, descobrimos formas de fazer “casacos e outras roupas” (Atos 9:39, BV). Esse serviço nos faz alguém útil numa comunidade cristã.

3) Serviço de proteger a reputação alheia. O apóstolo Paulo ensina: “Não caluniem ninguém” (Tito 3:2). Podemos revestir a maledicência de toda a respeitabilidade. A disciplina de refrear a língua opera maravilhas dentro de nós.

4) Serviço de ser servido. Quando Jesus começou a lavar os pés daqueles a quem amava, Pedro se recusou. Não podia permitir que seu Mestre se curvasse para prestar a ele um serviço tão humilhante. Embora pareça uma declaração de humildade, na verdade foi um ato de orgulho dissimulado. Permitir que alguém nos sirva é um ato de submissão e de serviço. É o reconhecimento da “autoridade do Reino” exercida sobre nós.

5) Serviço da gentileza comum. É um dos poucos meios que sobreviveram na sociedade moderna para uma pessoa reconhecer o valor da outra. Devemos ser “amáveis e [mostrar] sempre verdadeira mansidão com todos os homens” (Tito 3:2).

6) Serviço da hospitalidade. Esta é a recomendação insistente de Pedro a nós: “Sejam mutuamente hospitaleiros, sem reclamação” (1 Pedro 4:9). Paulo faz o mesmo apelo e até faz desse serviço um pré-requisito para a função de um bispo (1 Timóteo 3:2; Tito 1:8) Existe hoje uma necessidade desesperadora de cristãos que recebam uns aos outros em suas casas.

7) Serviço de Escutar. Bonhoeffer diz que “o primeiro serviço que se deve aos outros na comunhão consiste em ouvi-los. Assim como o amor a Deus começa quando ouvimos suas palavras, o começo do amor aos irmãos é aprender a ouvi-los.


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