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Confissão

Agostinho de Hipona disse:

“A confissão de obras más é o primeiro começo de obras boas” - Agostinho de Hipona

No coração de Deus está o desejo de perdoar e amar.

Jesus viu que mediante seu sofrimento vicário ele poderia realmente assumir todo o mal da humanidade e assim curá-la, perdoando-lhe. Esta foi a mais sublime e santa obra que torna possível a confissão e o perdão de pecados.

“Aquele que não conheceu o pecado, ele o fez pecado.” 2. Coríntios 5:21

John Wesley falou em um de seus sermões sobre a necessidade de nós recebemos como herança mais da graça perdoadora de Deus.

A disciplina do confissão pode nos ajudar a crescer “à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Efésios 4:13)

A confissão é um curso de ação conscientemente escolhido que nos conduz à sombra do Todo-Poderoso.

Quando olhamos para as outras pessoas chegamos a sentir que todos os outros progrediram tanto em santidade que nos encontramos isolados e sozinhos em nosso pecado. Esta percepção pode nos levar a termos uma vida escondida e envolvida em mentiras veladas e em hipocrisia.

Nós somos, nada mais nada menos que, “uma comunhão de pecadores, estamos livres para ouvir o icondicional chamado do amor de Deus e confessar nossa necessidade abertamente diante dos outros”.

O caminho da confissão nos capacita a perdoar e buscar perdão.

“Se alguns perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; se lhos retiverdes são retidos”. João 20:23

Existe um processo de entendimento da confissão e perdão, são eles:

Temos orado, implorando mesmo, por perdão, e embora esperando ter sido perdoados, não temos sentido nenhum livramento - (Culpa)
Temos duvidado de nosso perdão e perdido a esperança em nossa confissão - (Falta de perdão próprio)
Receamos que talvez, tenhamos feito confissão somente a nós mesmos e não a Deus.
As tristezas e as mágoas do passado, que nos perseguem, não foram curadas.
Temos tentado convencer-nos a nós mesmos de que Deus só perdoa o pecado, mas ele não apaga a memória.

Aceitamos o perdão de Deus pela fé, não mediante ao que sentimos. Mas a amargura e a miséria permanecem em nossa vida e passamos a acreditar que o perdão é apenas uma passagem para o céu que não nos afeta em nossa vida no tempo presente, ou que não somos dignos da graça perdoadora de Deus.

Pedro nos trás uma perspectiva que precisa estar em nossa mente sempre.

“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real”. 1 Pedro 2:9

Somos capazes de fazer uma confissão, somente porque ele nos amou primeiro (1 João 4:19). A evidência de misericórdia e graça cria um coração contrito e permite o fluxo de confissão em nossas vidas.

Com isso, chegamos com os corações esperançosos, pois ele nos ama como um pai de um filho perdido e que é recebido novamente em sua casa.

Para trilharmos o caminho da confissão precisamos:

“Um exame de consciência” - esta é a hora “em que a alma se coloca sob contemplação de Deus e quando é penetrada até o âmago e se torna consciente das coisas que devem ser perdoadas e endireitadas antes que ela possa continuar a amar Aquele cujo cuidado tem sido tão constante” - Douglas Steere. - Neste momento devemos estar preparados para uma confissão de pecados definidos.

A “tristeza” faz parte de uma boa confissão. Esta tristeza não é uma simples emoção, embora possa existir, mas trata-se de uma repugnância por haver cometido o pecado, um lamento profundo por haver ofendido o coração do Pai. A tristeza aqui é antes de tudo a expressão da vontade e não das emoções.
“Determinação de evitar o pecado”. Pedimos a Deus que nos dê um ardente desejo de viver santamente, e um ódio pela vida ímpia. Buscamos de Deus a vontade de ser libertos do pecado quando nos preparamos para fazer confissão. Devemos desejar ser conquistados e governados por Deus. - Não temos de fazer Deus ficar disposto a nos perdoar. Na verdade, Deus é quem está trabalhando para fazer-nos dispostos a buscar seu perdão.

“A quem devemos confessar?” - “Portanto, confessai vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros para serdes curados. A súplica de uma pessoa justa é muito poderosa e eficaz.” Tiago 5:16

A confissão começa em tristeza mas termina em alegria.

A Disciplina da confissão acaba com o fingimento. Deus está nos chamando para que possamos criar uma igreja que entenda muito bem esta disciplina de maneira aberta reconhecendo nossa fragilidade, uma igreja que conhece não só a graça perdoadora de Cristo mas também a graça de Cristo que lhe dá autoridade.

A honestidade conduz à confissão, e a confissão conduz à mudança.


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